Dicas de Leitura - Como aproveitar melhor a leitura?


Olá amigos do blog!!!



Abaixo algumas dicas de leitura extraídas da reportagem publicada hoje no globo.com. 



Dicas de leitura


A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília Lívia Borges afirma que a leitura pode aprimorar conhecimentos, além de ser uma atividade prazerosa. “A leitura abre novas janelas de emancipação humana, a pessoa desenvolve vocabulário, se torna mais criativa, autônoma, ela se vê melhor no mundo.”
Ela ressalta a necessidade de se cultivar o hábito de leitura e dá algumas dicas para que essa atividade seja melhor aproveitada pelo leitor:

  • Leia em local confortável e iluminado;
  • Não leia quando estiver com pressa;
  • Faça anotações durante a leitura.
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Decoração de Interiores


Olá amigos do nosso blog Colcha de Saberes!




Hoje trago uma dica encontrada em um dos sites que visitei. A dica é sobre Decoração. Leia a curta matéria e depois visite o site. Há boas dicas para serem aproveitadas em nossa casa.



Conheça os princípios de design


Os três princípios de design de interiores são a adequação, simplicidade e proporção. Este conjunto de princípios, faz a diferença entre uma boa decoração de interiores e uma decoração menos atraente. Iremos falar um pouco de cada um deles para que possa fazer a sua própria decoração com estilo.

Principios de Design
Decoração de interiores obedece a princípios

Princípios de decoração

  • Adequação: A adequação significa considerar se as coisas são apropriadas para o seu uso. Se tiver que estofar um sofá, use um tecido que seja forte o suficiente para aguentar muito tempo o peso e gasto do dia-a-dia e não um tecido fino e delicado, que certamente será mais adequado para cortinas. A adequação também se aplica ao contexto do estilo da decoração, não será adequado colocar uma mesa de vidro cromada moderna, numa sala de estilo vitoriano, por exemplo.
  • Simplicidade: A simplicidade significa menos é mais e melhor. Mantenha a desordem a um mínimo. Não coloque objectos uns por cima dos outros. Alguns objectos sobre um móvel podem ficar bem, mas muitos  distraem e podem gerar confusão.
  • Proporções: As proporções dizem respeito à escala. Móveis e objectos devem ser proporcionais, não só uns aos outros mas também à divisão onde estão colocados. Não deverá encher uma divisão pequena com  armários e cadeiras de grandes dimensões, ou da mesma forma não deverá colocar uma mobília pequena numa sala grande com tectos altos.
Estes são os três principios de design, são simples e fácies de seguir, contudo, são essenciais para uma boa decoração de interiores.

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Gifts Animados da Jane - Cantinho Encantado


Queridos amigos do nosso blog e visitantes queridos,



Hoje eu vou apresentar à vocês um pouco do trabalho da Jane. O blog dela é de terras portuguesas e é de lá que copio alguns gifts animados!!!





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Pintura em Tecido com Giz de Cera


Olá, amigos do nosso Colcha de Saberes,
Mais uma vez a minha amiga blogueira Frida Lúcia sai à frente filtrando novidades belíssimas e que podem feitas por mim e por você. Vamos tentar? 

A novidade da vez é a pintura em tecido utilizando o famoso giz de cera - aquele mesmo, usado na escola... 

Veja o passa-a-passo que ela nos dá, tirado de uma publicação no seu blog datada de 23 de agosto de 2012. 

Um fim de semana abençoado!

Pintura com Giz de Cera





Não sei se é do conhecimento de vocês, mas eu só descobri esta técnica ha poucos dias. 


Fiquei encantada, parece que a pintura foi feita com tinta, mas não! é giz de cera mesmo... é aquele que você compra para o material escolar.

   

A técnica é muito simples:


Você passa o risco de sua preferencia para o tecido usando um papel carbono, depois coloca uma lixa para madeira nº 100 sob o tecido, e começa a preencher o desenho com a cor do lápis escolhido... após a conclusão deste passo, marca os contornos com caneta para tecido.

Para firmar a pintura, passe a ferro colocando entre o trabalho e o ferro um papel toalha, a temperatura do ferro tem que ser bem quente, só termine este processo quando não houver mais resíduo do giz.

Finalize com uma camada generosa de termolina líquida, e deixe secar por 72h.

Agora imagine o quanto dá para criar com esta técnica??? Eu já encontrei fralda de bebê, pano de prato, toalha de mesa...tudo muito lindo!

Eu já fiz uns testes e deu certo, só não criei ainda uma peça, mas tá na lista de desejos.



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Blog Ler Com Prazer - Blogueira Maria Delfina

Amigos queridos do nosso blog,


Existem blogueiras que são fontes de inspiração. O blog Ler com Prazer da nossa querida amiga e educadora Maria Delfina é um dos blogs que sigo. Abaixo posto uma aula postada por ela no blog Ler com Prazer. Passe por lá e dê uma conferida!!!

O blog dela é um dos que visito com frequência!!!



Postagem de 20 de setembro de 2012


A Primavera Chegou e Tudo se Transformou...




Olá,
 hoje trago uma experiência que tive com meus alunos 
do segundo ano. Onde levei-os a vivenciar a alegria da nova estação,
com a presença multicolorida das flores 
e perceber que assim como a natureza muda, 
alguns animais também sofrem uma mudança (metamorfose).
Essa aula foi feita em colaboração  da Profª Barbara Moura
 e os cartãozinhos de lembrança foram 
confeccionados pela amiga da escola
Fátima e pela Profª Ellen.
Começei a minha aula com uma contação de história do livro:
A Primavera da Lagarta -Ruth Rocha

Após a contação, conversei com os alunos sobre o livro 
e os ensinamentos que ele nos passa:
Entender que temos que aceitar as diferenças e que todos somos iguais.
 Não rejeitar alguém por sua cor, altura, deficiência... 
Julgar alguém é muito feio! Pois também cometemos erros, e ninguém é perfeito!
 Compreender que a beleza não está na aparência.
 O que adianta se lindo(a) por fora se por dentro é só feiúra?

E fizemos essa interpretação sobre o texto:

 Depois assistimos  ao vídeo  abaixo sobre a transformação da Lagarta em Borboleta:

  

.

Mostrei depois o Ciclo da Borboleta e dei para pintarem:


 Fizemos depois uma pintura e colagem de bolinhas de papel crepom
e escrevemos frases sobre a personagem:

Vejam como foi:



E no dia seguinte, fizemos a Lagarta com caixinhas de ovos:

Ao final da aula, cada aluno recebeu
  sementinhas de girassol para plantar
em casa, com o texto:
 Bem encerrando está aula, e divagando sobre a 
 ultima frase do texto  que era:
 "É preciso ter paciência com as lagartas, se quisermos conhecer as borboletas."
Pensei no no estrago que as lagartas provocam nas folhas,
 sua existência temporária de um estado em transformação, 
o processo do ser casulo e sua liberdade em asinhas.
E pergunto: Quanto tem em nós de lagartas, casulos e borboletas?
Lagarta = Tempo de buscar , de fortalecimento, de ação e de caminhadas.
Casulo = Tempo de silêncio, da espera e quietude.
Borboleta = Tempo da beleza, do resultado, da apreciação e da liberdade.

SIM, QUEREMOS CONHECER AS BORBOLETAS!
Uma feliz Primavera para todos!


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Orientações: Provas Adaptadas para Alunos Especiais em Turmas Regulares

Olá amigos do nosso blog Colcha de Saberes,



A inclusão é uma realidade! E na sociedade de forma geral bem como na área da Educação, na cidade do Rio de Janeiro, passos firmes têm sido  dados nesta direção. Esta trajetória do Rio de Janeiro bem podem servir de inspiração para outros lugares do Brasil e do mundo...

O aluno especial está em sala de aula de Turma Regular, frequenta a Sala de Recursos... E na hora da avaliação??? Bem, nesta hora temos as PROVAS ADAPTADAS. Vamos saber um pouco mais sobre elas? A Secretaria Municipal de Educação representada pelo Instituto Helena Antipoff fez um documento - fruto de muita discussão e trabalho coletivo - que orienta os professores de AEE - Atendimento Educacional Especializado - acerca da ELABORAÇÃO e APLICAÇÃO das PROVAS ADAPTADAS.

Abaixo segue cópia do documento que trata deste assunto.  Este documento pode ser encontrado e baixado em arquivo pdf no site do IHA. O link do site está posto no fim deste documento.

Boa Leitura!!!






Prezados Diretores, Coordenadores Pedagógicos e Professores,

Constituímos no Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA), responsável pela Educação Especial na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pela professora Cristiane Correia Taveira, doutoranda pela PUC-Rio em Educação, e sob a minha orientação e supervisão com o objetivo de formular textos e notas técnicas com foco nas necessidades pedagógicas dos alunos da Educação Especial.
O GT estará encarregado de fornecer subsídios e orientar tecnicamente diretores, coordenadores pedagógicos e professores de classes comuns do Ensino Regular e da Educação Especial (Salas de Recursos e Itinerância) quanto as necessidades pedagógicas dos alunos com deficiência (A Organização das Nações Unidas (ONU) adota a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em 13 de dezembro de 2006. A Convenção entrou em vigor em todo o território nacional com valor de Emenda Constitucional em 09 de julho de 2008)  e transtornos globais do desenvolvimento; trataremos, no caso desta primeira etapa de orientações, sobre as adaptações pedagógicas para o aluno da Educação Especial tendo como referência as diretrizes curriculares da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro considerando especificidades para o aprendizado e o acúmulo de conhecimentos em igualdade de condições, respeitando, considerando e legitimando as diferenças em nossas escolas municipais.
Como são de conhecimento dos professores, as adaptações pedagógicas constituem direitos do aluno com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento sempre que se fazem necessárias, e estas adaptações se tornam obrigatórias, principalmente, por meio da igualdade de oportunidades preconizadas na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência1, que tem a equivalência de Emenda Constitucional.

A Convenção em questão garante ao aluno com deficiência e ou transtornos globais do desenvolvimento o pleno acesso a educação em sistemas inclusivos e em todas as etapas do ensino, e para que o acesso seja efetivado, sempre que necessário as adaptações pedagógicas devem ser realizadas, seja para o dia a dia da escola, para os trabalhos de casa e para as avaliações, o que pode incluir, inclusive, recursos como o da prova oral.
As adaptações pedagógicas são realizadas pelo professor de classe comum em articulação com o professor da Educação Especial responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os professores de AEE são disponibilizados em Salas de Recursos e em Itinerância. Estes profissionais tem como obrigação orientar e fazer em conjunto as adaptações necessárias. Na falta justificada do professor da classe comum para realização do trabalho de aplicação de provas ou testes, caberá ao professor da educação especial, em suas atribuições para o atendimento educacional especializado, realizar essa tarefa.

Estamos enviando hoje a primeira orientação em benefício dos alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento e estaremos fazendo quinzenalmente e sempre que necessário o encaminhamento de materiais de orientação.

As orientações devem ser seguidas e em caso de dúvidas entrem em contato com o Professor de Atendimento Educacional Especializado a serviço do aluno da Educação Especial.

A equipe do Instituto Municipal Helena Antipoff conta com professores especialistas capacitados e organizados em Equipes de Acompanhamento por Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e conta com Serviços de Apoio e orientação especializados (Centro de Transcrição à Braille, Oficina Vivencial de Ajudas Técnicas, Oficinas de Libras e Informática dentre outros serviços). Estes profissionais também estão disponíveis a orientá-los sobre a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva objetivando o sucesso na escolaridade e no aprendizado dos alunos.

Segue a primeira orientação do grupo de trabalho, que versa sobre as provas.

Um abraço, obrigada e conto com o apoio e parceria de todos!
Claudia Grabois
Diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA)
Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro



Orientações para realização de provas
para alunos da educação especial

Garantir orientações sobre as condições e as adaptações adequadas para que os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação inseridos nas classes comuns do ensino regular possam participar dos testes e provas na Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro é compromisso dos profissionais de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da escola. No caso da nossa rede municipal de ensino, o AEE, que se constitui de professores de Sala de Recursos (multifuncionais) e de Itinerância, precisa atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno ao currículo (ALVES, 2006, p 17).
As condições e as adaptações devem considerar a deficiência apresentada pelo aluno, no entanto, evitando generalizações por deficiência (por exemplo, nem todos os cegos utilizam Braille e nem todos os surdos usam LIBRAS). Deste modo, os apoios de sala de recursos e de itinerância orientam caso a caso, sobre as estratégias necessárias ao aluno. Estas estratégias e recursos de acessibilidade, ou seja, recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem (Decreto nº 6571) precisam ser incorporados ao dia a dia das atividades escolares e não somente na data de aplicação de provas ou testes.
Vejamos a seguir o que está indicado em parte do Decreto nº 6571 de 17 de setembro de 2008 que dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE); observemos o artigo 1º e o artigo 2º e verifiquemos a responsabilidade do conjunto de profissionais de Educação com a quebra de barreiras para o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em especial atenção de que o AEE necessita integrar a proposta pedagógica da escola.

Decreto nº 6571 de 17 de setembro de 2008: Dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular.
§ 1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.
§ 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas.
Art. 2o São objetivos do atendimento educacional especializado:
I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos no art. 1º;
II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;
III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e
IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino.
Download do Decreto na íntegra em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6571.htm



O que as experiências inclusivas originaram em termos de estratégias e de adaptações que sejam pertinentes ao público da Educação Especial e apropriadas para tornarmos acessível a aplicação de testes e provas para o aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento inseridos nas classes comuns do Ensino Regular? Vejamos algumas alternativas que procuramos utilizar e que estão citadas nos quadros abaixo.



Exemplos de adaptações em situação de teste de que alunos com deficiência se beneficiaram
  • Provas em versão Braille;
  • Leitura dos testes para os alunos;
  • Explicações diretas de várias maneiras;
  • Tempo extra para realização dos testes;
  • Intervalos nas sessões dos testes;
  • Auxílio ou equipamento adaptativo;
  • Orientação para o aluno por meio de sinalização;
  • Respostas ditadas para um assistente [escriba];
  • Realização do teste em um local tranquilo;
  • Realização do teste em vários dias.

 SMITH, D. D. Introdução à educação especial: ensinar em tempos de inclusão.
Porto Alegre: Artmed, 2008, p. 65.

Opções para facilitar o acesso dos alunos à aprendizagem

  • Usar “dicas” variadas
  • Aplicar testes orais / verbais e escritos;
  • Usar a demonstração prática;
  • Usar testes gravados;
  • Usar gravuras;
  • Ler os testes para os alunos;
  • Antecipar a leitura das questões do teste;
  • Usar aplicações no ambiente real;
  • Providenciar para que o teste seja aplicado por uma pessoa especializada;
  • Usar respostas curtas;
  • Usar múltipla escolha;
  • Modificar formato


·                    Encurtar a extensão;
·                    Estender a duração;
·                    Usar variações;
·                    Dar as instruções em passos separados (escritas/sinalizadas/verbais);
·                    Usar apoio escrito para as instruções orais;
·                    Baixar o nível de dificuldade;
·                    Reduzir as instruções;
·                    Reduzir as tarefas com lápis e papel;
·                    Ler as instruções para os alunos;
·                    Usar instruções por sinais;
·                    Dar sugestões ou “dicas” extras;
·                    Permitir que o aluno grave ou datilografe [digite] as instruções;
·                    Adaptar as folhas de teste;



STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999, p. 159-160.

Quais ações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro por meio do Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA) são implementadas para o aluno da Educação Especial?

1) As Provas bimestrais da SME Rio e a Prova Rio são transcritas para o braille pelo Centro de Transcrição à Braille (CTB) – no Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA). Os professores de Sala de recursos e de Itinerância fornecem os dados dos alunos (nome e ano de escolaridade) e das escolas (nome e coordenadoria) que necessitam do fornecimento da prova transcrita. Alunos cegos podem ter acesso ao conteúdo das provas e dos testes das seguintes maneiras: 1ª) prova transcrita para o Braille; 2ª) prova lida por professor que funcione como ledor e o aluno escreva as respostas por meio de uma reglete e punção²  ou de uma máquina de escrever braille (exemplo, máquina PERKINS); 3ª) arquivos digitalizados das provas (revisados e adaptados por conterem imagens que precisam ser descritas) fornecidos pela Sala de Recursos ou CTB para realizar a prova por meio de notebook ou computador que possua o sistema operacional Dosvox³; no caso de uso do Laboratório de Informática da escola que possua o sistema Dosvox, o AEE deverá organizar o horário para utilização do espaço de aplicação da prova com a Direção da escola e manter a Equipe de Acompanhamento do IHA informada sobre a estratégia.

2) As provas bimestrais da SME Rio e a Prova Rio são ampliadas pelos professores de Sala de Recursos ou de Itinerância. Recorre-se a distribuição sigilosa dos arquivos por meio do CTB para que os profissionais de AEE e/ou direção das escolas que possuam alunos com baixa visão ampliem o tamanho da fonte das provas e realizem a impressão do material. Alunos com baixa visão nem sempre precisam das provas ampliadas por utilizarem lupas manuais ou lupas de mesa. Estes alunos também podem utilizar o sistema operacional Dosvox quando há perda visual considerável atrelada a ampliações cada vez maiores da fonte/letra.

3) As provas a serem realizadas pelos alunos surdos precisam de duas formas de análise para aplicação da prova: 1ª) Caso o aluno surdo utilize Libras4 , o professor de Sala de Recursos e de Itinerância com fluência em Libras e/ ou o Intérprete de Libras poderá acompanhá-los durante a prova. Caso estes grupos de alunos estejam em turmas/ anos de escolaridade diferenciados ou escolas diferentes, o professor de AEE responsável por estes alunos poderá organizar horários e locais para aplicação da prova nas escolas (de preferência nas escolas de cada grupo de surdos e no momento da realização da prova na turma). No entanto, para não ocorrer prejuízo do não acompanhamento dos surdos deve-se agrupá-los mesmo fora da turma para que seja orientado pelo professor fluente em Libras. 2ª) Caso o aluno surdo ou aluno com deficiência auditiva que possua resíduo de audição não utilize Libras, os recursos de apoio visual (as imagens, os desenhos, a “teatralização”, “os gestos e as mímicas” que mostrem a situação lida e/ou a idéia essencial do conteúdo abordado na questão da prova) e o uso do dicionário para compreensão do vocabulário encontrado precisam ser fornecidos em parceria entre o AEE e a escola.
4) Os arquivos das provas ao serem disponibilizados aos professores de Salas de Recursos e de Itinerância por meio das Equipes do IHA – SME Rio fornecem meios para as seguintes posturas: 1ª) Para que os professores de AEE sinalizem e/ou construam os materiais complementares, em conjunto com as escolas (Não somente ficando a cargo do AEE, pois a construção destes materiais precisam ser de uso tanto da Sala de Recursos quanto da Sala de Aula e a quantidade de recursos e de materiais precisa ser um somatório de ações conjuntas), 2ª) Para que orientem os professores de classes comuns na utilização destes recursos também durante a realização de provas. Algumas das situações vivenciadas nas Salas de Recursos por alunos das mais variadas deficiências, transtornos globais do desenvolvimento5 e que precisarão estar disponibilizadas nas provas (e em todas as atividades de Sala de Aula) podem ser as seguintes:
Essencialização e complementação das leituras: 1ª) usar caneta marca-texto (luminosa) para ressaltar partes essenciais no texto ou nas questões; 2ª) fornecer ampliação do texto por meio de figuras ou desenhos que auxiliem na compreensão do mesmo.
Materiais para consulta e uso prático tais como materiais concretos para contagem, material dourado, quadro valor lugar, calculadora.
Materiais para consulta e apoio a esquemas de raciocínio tais como roteiro de estudo e pequenos textos produzidos pelo aluno, imagens e maquetes construídas para apreensão de um conceito.


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2. Reglete é uma régua de madeira, metal ou plástico com um conjunto de celas Braille dispostas em linhas horizontais sobre uma base plana. O punção é um instrumento em madeira ou plástico no formato de pêra ou anatômico, com ponta metálica, utilizado para a perfuração dos pontos na cela Braille (SÁ, CAMPOS & SILVA, 2007, p. 24). Observe fotos dos recursos disponíveis na publicação sobre deficiência visual em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf>

3.  Dosvox é um software. O programa é um sistema operacional, com base no MS-DOS que trabalha com sintetização de voz para leitura de e-mails, páginas de internet, escrita de textos, comunicação, jogos e outros tipos de aplicações. É disponibilizado gratuitamente por seus criadores em: <http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/>

4 Libras é a sigla de Língua Brasileira de Sinais. Para ler e saber mais sobre o Atendimento Educacional Especializado para pessoa com surdez, consulte os recursos e o momento didático-pedagógico para o ensino de Libras e de Língua Portuguesa disponíveis para download mo portal do MEC.

5 Resolução nº 4 de 2 de outubro de 2009 em Art. 4º delimita o público-alvo do AEE: I - Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial. II - Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação. III - Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas:intectual, liderança, psicomotora e criatividade.

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Por exemplo,
1) consultar um esquema do corpo humano, ilustrado e legendado, construído pelo aluno em parceria com a sala de recursos,
2) consultar um esquema de estudo com recortes de fotos e matérias de revista e jornais sobre aquecimento global confeccionado pelo próprio aluno para a compreensão do tema e das particularidades do vocabulário.


Aluno com deficiência intelectual 6 (sem generalizarmos, por entendermos que a cada caso necessita de um parecer diferenciado) ou com autismo (que pode ter mais facilidade em pensar e construir conceitos por meio de imagens e esquemas próprios), talvez, apresente dificuldade nas questões de prova sem apoios. O material de apoio ao estudo de tema é válido durante a prova e sob supervisão do professor de AEE ou de classe comum.


Recursos de baixa e de alta tecnologia para ampliar ou substituir a possibilidade da escrita por uma dificuldade ou ausência da mesma na resolução das questões das provas podem ocorrer com alunos com deficiência física 7 e outra deficiências ou transtornos, portanto, algumas soluções a seguir são úteis: 1ª) uso de computador ou máquina elétrica; 2ª) uso de escriba (pessoa que fará as anotações escritas para o aluno); 3ª) uso de opções de múltipla-escolha; 4ª) uso de letras móveis, palavras e frases, numerais, símbolos ou sinais previamente recortados para colagem em lacunas. A Oficina de Ajudas Técnicas no IHA realiza avaliação conjunta com os professores de AEE e/ou classes comuns para delimitar os recursos para adaptação (mobiliário, comunicação/escrita) de alunos com deficiência física.

Para finalizar ressaltamos que na Resolução SME Nº 1060, de 01 de fevereiro de 2010 em seu artigo 6º está delimitado que O processo de avaliação dos alunos com deficiência será efetuado pelo professor regente, em conjunto com os professores que atuam em função das necessidades específicas desses alunos. E em seu parágrafo único pontua que O aluno com deficiência será avaliado, considerando-se as adaptações curriculares propostas, o que requer o estabelecimento de estratégias de avaliação diferenciadas.




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Casal com deficiência celebra 2 anos de filha

Olá, queridos do Colcha de Saberes,



Houve uma certa curiosidade em torno da postagem "Casal Especial". Então decidimos postar uma das reportagens feitas, com maiores detalhes, sobre a história de superação que viveram... Em breve postaremos outras história de superação...


Casal venceu preconceitos e batalhas 

judiciais e hoje casados, com a ajuda dos 

pais, criam a filha Valentina



Uma história de superação, coragem e felicidade. Assim pode ser resumida a trajetória do casal Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marchetti de Moraes, de Socorro, que venceram preconceitos e batalhas judiciais e hoje casados, com a ajuda dos pais, criam a filha Valentina, de 2 anos. Gabriela têm síndrome de Down e Fábio um pequeno atraso mental, decorrente de um problema na hora do parto. O casal ficou conhecido no Brasil inteiro há pouco mais de dois anos, quando Gabriela descobriu que estava grávida. A filha do casal, Valentina, nasceu em 19 de março de 2008, sem nenhuma deficiência. E seu primeiro aniversário teve um gostinho especial. Foi o dia escolhido pelos pais para oficializarem seu casamento. Com um ano de casados, ambos estão tranquilos e felizes com a decisão de viverem juntos.

“Estou feliz com o casamento e com minha filha, que é linda”, afirma Gabriela. “Os dois são muito apaixonados. Ela é ciumenta que só”, diz a mãe de Gabriela, Laurinda Ferreira de Andrade. O casal mora com os pais de Fábio e Valentina com a avó materna, que não esconde o orgulho pela sua “bonequinha”. A menina fica com a avó durante a semana e passa os fins de semana com os pais. “Também vou buscá-la na escolinha e fico um pouco com ela à tarde”, conta Gabriela, que na sexta-feira foi homenageada com uma música cantada pela menina na festa de Dia das Mães da escola.

Laurinda diz que o casamento foi muito benéfico para os dois jovens. “Eles já moravam juntos, mas foi importante oficializar a união. Ambos ficaram mais calmos e seguros”, avalia. Tanto que, estimulado por Gabriela, Fábio, que tinha abandonado a escola, voltou a estudar, e vai com ela para as aulas. Gabriela conta que termina a oitava série este ano. “Vou me formar este ano. Vai ter festa de formatura, vou dançar valsa e tudo”, diz animada.

O casamento era um sonho antigo de Gabriela. Ela e Fábio se conheceram na infância, quando trocaram presentes na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde ambos estudavam. “Desde o início, o Fábio se apaixonou pela Gabriela. Mas, depois, ele saiu da escola e eles se afastaram”, explica Laurinda. O namoro foi retomado em 2005, quando se reencontraram.

Segundo Laurinda, a gravidez de Gabriela foi uma surpresa. “Tinha dúvidas se ela poderia engravidar e mesmo os médicos nunca me deram uma posição definitiva. Como a pílula não fazia bem, ela parou de tomar e neste período engravidou”, informa Laurinda. A gravidez foi descoberta só no sexto mês. “Ela estava um pouco acima do peso e dizia que estava menstruando, então nem imaginava. Soube quando a levei ao médico para colocar anticoncepcional intra-pele”, explica Laurinda, citando que foi a gravidez mais relâmpago que já viu. “Descobrimos que ela estava grávida no sexto mês e, dois meses depois, a Valentina nasceu.” Apesar da prematuridade e de ter nascido abaixo do peso, a menina é saudável, ativa e fala de tudo, afirma a avó orgulhosa. “Valentina é esperta, sapeca, começou a falar com menos de 1 ano. Até atende o telefone.”

A gravidez de mulheres com síndrome de Down é rara. Apesar de elas terem os órgãos reprodutivos bem formados, a taxa de fertilidade é menor, e há risco de aborto natural. A estimativa é que no mundo todo, haja pouco mais de 50 mães com Down. Gabriela se diz bem feliz com a maternidade, mas não terá mais filhos. Depois do nascimento de Valentina, ela fez laqueadura.

O assédio da imprensa durante a gravidez e no casamento cansou Fábio, que não quer mais saber de entrevistas, e prefere deixar essa questão a cargo da esposa. Mas, segundo sua irmã Luciana de Vasconcelos Moraes, ele ficou mais feliz e tranquilo depois da união.

Família foi à Justiça para registrar filha


Valentina nasceu na Maternidade de Campinas em 19 de março de 2008 e, logo após, teve início uma polêmica que só foi resolvida na Justiça três meses depois. No primeiro momento, a menina teve o registro de nascimento negado, sob a alegação de que Fábio Marchetti de Moraes não teria o discernimento necessário para se declarar pai da menina, como prevê a lei. A saída apontada foi registrá-la só no nome da mãe, como filha de pai não declarado, alternativa descartada pelas famílias. Chegou-se a cogitar a possibilidade de um exame de DNA, mas acabou não sendo necessário. Uma juíza concedeu a autorização para o registro depois de ouvir Fábio. No casamento dos pais, Valentina teve papel de destaque: no colo da avó Laurinda Ferreira de Andrade, levou as alianças para os noivos. Apesar de morar com a avó, ela distingue bem os laços familiares: Laurinda é a vovó, e Gabriela a mamãezinha.


http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=204790


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